Participantes do Workshop realizado na Universidade Federal de Campina Grande PB em junho de 2014
Categoria: RNP
Workshop Santana do Acaraú CE
07/10/2016
Participaram do workshop pessoas ligadas à prefeitura municipal e à empresa integradora XN.
Esta foi a primeira cidade da fase dois do projeto que aceitei.
As redes da fase dois possuem duas características que as diferem de todas as cidades da fase um: São totalmente subterrâneas e utilizam tecnologia PON.

Da esquerda para a direita: José Luiz Mota (1), Vidal Araujo (2), Dener Davi (3), Joaquim Fanton e Mauro Baldini (4)
(1) Responsável pela Rede, gerente de Informática da prefeitura e professor de TI
(2) Servidor Público e professor de informática
(3) Servidor Público Municipal e estudante de engenharia
(4) Mauro Baldini, Engenheiro responsável pela implantação da rede, representante da empresa integradora XN,
WORKSHOP ENGENHEIRO PAULO DE FRONTIN
12 de setembro de 2016
O workshop foi aberto à comunidade. Participaram alunos e professores do IF RJ, responsáveis pela empresa integradora e funcionários municipais.
A implantação desta rede foi dificultada pela topologia da cidade, que é formada por três núcleos bem distintos: Sede, Sacra Família e Morro Azul. Sendo que o Campus Engenheiro Paulo de Frontin do IF RJ fica entre os dois últimos.
As autoridades locais já estão se mobilizando para estender a rede até o núcleo central, onde se encontra a sede da administração municipal.
Fotos do Workshop:
Foram 4 horas de palestra, transferido conhecimentos básicos para a comunidade local, que agora conhece melhor o potencial da rede e certamente saberá o que fazer quando ocorrerem problemas de operação e manutenção.
Grupo que participou do workshop
Com este certificado, recebido das mãos do professor Rodney Cezar de Albuquerque, posso acrescentar no meu currículo que sou professor “ad hoc” do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Campus Engenheiro Paulo de Frontin
WORKSHOP PENÁPOLIS SP
01 de setembro de 2016


WORKSHOP COARI AM
Workshop Coari
12 de agosto 2016
Adam (UFAM), Fanton (RNP), Carlos Henrique (IFAM), Daniel (Prefeitura), André (UFAM) e Martins (Prefeitura)
Hotel Kaanayra
Inspecionar e aceitar três redes ópticas em cidades afastadas entre si por centenas de quilômetros não é tarefa trivial. É preciso racionalizar o uso do tempo e compartilhar tarefas para dar conta de tudo. As estradas no interior do Piauí são boas, mas, passam dentro de inúmeras povoações. Na proximidade de qualquer uma delas, há sempre intenso trânsito de motocicletas, que requer extremo cuidado. Para variar, existem muitas lombadas. Muitas mesmo! Daquelas que exigem que você realmente pare. Ao todo, rodamos mil e setecentos quilômetros.
Como as duas primeiras cidades não tinham hotel, tivemos que nos hospedar em localidades vizinhas. No caso de São José do Divino, o hotel mais próximo ficava em Piracuruca, a 30 quilômetros de distância. Em Inhuma, o hotel menos longe ficava em Picos. Setenta quilômetros de estradas vicinais. Uma hora para ir e uma hora para voltar.
Mas Regeneração, terceira e última cidade digital a ser inspecionada tinha hotel!
No dia 19 de junho tomamos café da manhã em Picos e às nove horas já estávamos na estrada. Uma uma bela manhã de domingo. Percorremos quase trezentos quilômetros de estradas vicinais até alcançar o destino. Chegamos por volta de 13 horas.
O estabelecimento estava aberto, mas, salvo um hóspede que que tinha ficado com as chaves de dois quartos, não havia mais ninguém no hotel.
Os dois quartos enquadravam-se na categoria “quarto com ar”, o primeiro da lista exposta na entrada. R$ 40,00, com direito ao café da manhã. Entrei e descobri que o quarto tinha banheiro privativo.
Havia reparado que o preço do banho avulso era o mais barato da tabela, R$ 4,00 e logo descobri a razão. O hotel não dispõe de chuveiro elétrico nem sistema de aquecimento. O gasto com o banho é apenas com água. A rigor, água quente numa latitude como aquela é absolutamente dispensável. Além do calor que faz, o reservatório fica em cima do telhado e a água sai quentinha do chuveiro, mesmo de manhã bem cedo.
Quando o casal de proprietários chegou no começo da noite, aproveitei para pedir alguns implementos, pois o meu quarto estava parecendo mais a cela de São Francisco. Tinha uma cama, uma TV, o parelho de ar condicionado e só. Pedi uma mesinha lateral, uma cadeira, um cordão de extensão e uma derivação T.
A senhora ficou curiosa por eu estar querendo tanta coisa: “Mesa de cabeceira para colocar os óculos e o computador, cadeira para sentar e trabalhar, cordão de extensão para alcançar o laptop e derivação T porque a única tomada do quarto já estava ocupada com a TV”, expliquei.
Em cinco minutos, estava tudo lá, serviço de primeira. Na manhã seguinte, antes das sete, fui até o local do café e conheci o proprietário, que estava saindo para comprar pão e leite. Aproveitei e fui com ele, estiquei as pernas e ficamos amigos.
Pensei que iríamos bater bons papos, mas, ao voltar no final da tarde, a senhora me contou que o marido passara mal na hora do almoço. Tinha começado a embaralhar as palavras e o braço tinha ficado dormente. Uma das filhas foi chamada e levou o pai o hospital.
Mas, a senhora tinha também outra preocupação. O genro, que estava retornando de São Paulo com o carro abarrotado de utensílios e ferramentas, tinha parado de dar notícias horas atrás, pouco depois de entrar na Bahia. O drama durou até as oito da noite, quando o rapaz finalmente chegou. Explicou que havia acabado a bateria do celular. Simples assim.
Na terça-feira cedo tornei a perguntar pelo marido, que continuava no hospital. No começo da noite cruzei novamente com a senhora e tornei a perguntar do marido. Comentei que estava curioso pelo fato dela não estar indo visitar o marido no hospital. Ela então me contou que o hospital onde ele estava internado ficava em Teresina.
Como alguém que cobra R$ 40,00 de diária com café da manhã, ou R$ 4,00 por um banho avulso, pode pagar internação, ecografias e tomografias?
Acabei me lembrando dos meus tempos de infância. A cidade onde cresci tinha um posto de saúde que só servia mesmo para aplicação de vacinas. O médico local, Dr. Wilson, só tinha recursos para tratar de doenças simples, como gripe, sarampo e catapora. Meus pais costumavam comentar que um irmãozinho mais velho do que eu tinha morrido de crupe e “tosse comprida”. E eles não eram nenhuma exceção. Não tinha uma única família na cidade que não tivesse perdido uma criança. O cemitério tinha até uma quadra com lotes reservados para “anjinhos”, com era costume falar. Naqueles tempos, quando alguém se sentia mal e a doença tinha jeito de ser grave, tratava de pegar o trem para São Paulo. Uma viagem de oito a dez horas. Na maioria das vezes, voltava num caixão.
Esta viagem foi um mergulho no passado. Descobri que a população de muitas cidades do interior do nordeste vive hoje exatamente como a população do interior de São Paulo vivia nos anos cinquenta.
Nossos governantes precisam criar vergonha e parar de brigar por poder e dinheiro! Precisam mesmo é se aliar e implantar serviços de saúde minimamente decentes. A estas alturas, nem importa que sejam parecidos com os que hoje temos no sul e no sudeste, dos quais, com justa razão, tanto reclamamos!