Longá, uma solução criativa

Em março de 2017, foi realizada a inspeção final da rede óptica municipal de Nossa Senhora dos Remédios PI. Cidade pequena, rede pequena, as inspeções foram realizadas em um dia. Bem trabalhoso por sinal. No final do expediente, os profissionais da empresa XN, que havia implantado a rede da cidade, nos contaram que haviam encontrado pulgas e percevejos nas camas da Pensão Mãe Rola.

Por este motivo, decidimos nos hospedar em outra cidade, chamada Esperantina. Acabamos descobrido que a cidade ficava bem mais longe de Remédios do que havpiamos imaginado.

Na na manhã seguinte, descobrimos que estávamos a 100 Km de Nossa Senhora dos Remédios.

Na saída, GPS indicou um caminho mais curto: 70 Km. Seguimos o roteiro, mas, logo descobrimos o motivo do pessoal da XN não ter indicado aquela estrada. Ela era de terra, mal conservada e cheia de buracos. A paisagens era muito bonitas, mas, a estrada era péssima. Saímos às 6 horas e chegamos em Remédios às oito e trinta!

Trabalhamos a manhã toda e almoçamos no único lugar razoavelmente decente que havia na cidade. Para evitar a perda de 4 horas em viagens no dia seguinte, trabalhamos até terminar todas as inspeções.

Regressamos a Esperantina à noite, desta vez, usando estradas pavimentados. Na manhã seguinte, trabalhamos no hotel, revisando os detalhes da inspeção e almoçamos numa churrascaria, às margens do rio Longá.

Na hora de pagar a conta, veio a surpresa: Descobrimos que o município de Esperantina possuia um Banco Comunitário, que trabalhava com uma moeda própria, chamada LONGÁ

O Longá havia sido  lançado em 2015, por iniciativa da vereadora Domingas Santana, que apresentou o projeto de lei que aprovou a moeda, e convenceu os demais vereadores que a economia local dinamizada com a criação de um banco comunitário que promoveria a inclusão social das famílias carentes e estimularia o desenvolvimento, concedendo crédito para pequenos empreendedores.

Mas, tem outro motivo, que julgo pertinente relatar. De uns anos para cá, não há uma única cidade de pequeno porte na região nordeste cuja agência bancária não tenha tido seu cofre explodido com dinamite! A consequência é que as agências assaltadas nunca mais voltaram a funcionar. Nessas cidades, não circulam notas de Real. Os habitantes usam cartão, ou vão até uma cidade vizinha para sacar dinheiro.

A nova moeda social, Longá, tem notas de 0,50, 1,00, 2,00, 5,00 e 10,00.

As imagens que compõem a moeda social vão desde o Peixe Surubim, ao Colégio David Caldas, Cachoeira do Urubu, Pedra do Tapuio, Ponte sobre o Rio Longá e um Vaqueiro.

O primeiro município do Piauí a criar um banco comunitário e adotar moeda própria, OPALA, foi Pedro II. Em em seguida, São João do Arraial lançou o COCAIS, o Município de Porto lançou o MARRUÁS.

Pelo jeito, esta história vai longe…     

 

 

 

INSPEÇÃO FINAL REDE ÓPTICA MUNICIPAL GUAREÍ SP

A rede óptica Municipal de Guareí SP foi inspecionada em setembro de 2017.

Há 90 anos, surgiram as primeiras construções na confluência do ribeirão Guarda-Mor com o rio Guareí, nas propriedades de Elias Ayres do Amaral. Entre as primeiras casas, foi erguida uma capela em homenagem a São João Batista. Surgiu assim o  povoado de São João Batista de  Guareí.

Em 09/03/1871, o povoado foi elevado a Freguesia do município de Itapetininga,   pela Lei nº 14. e  em 16/03/1880 foi elevada à condição de Cidade .

Em 03/07/1934, a localidade foi incorporada ao município de Tatuí na qualidade de distrito, com a denominação de Guareí.

Em 05/11/1936 a cidade de Guareí  foi elevada à condição de Município. A despeito do decreto ter sido emitido em outra data, o aniversário do Município é comemorado no dia 16 de maio.

O nome Guareí tem dois possíveis significados: Rio do Lobo Guará, “guará-y” ou Rio dos Macacos “guari-y”. O primeiro é o nome oficialmente reconhecido.

Acima, a igreja matriz  de São João Batista do Guareí

Foto da equipe que participou das inspeções

MANAQUIRI AM

Em novembro de 2016, foi realizada a inspeção final na rede óptica municipal da cidade de Manaquiri AM.

Na foto acima estão os profissionais que trabalharam e cooperaram conosco durante as atividades de inspeção.

INSPEÇÃO FINAL DA REDE ÓPTICA MUNICIPAL DE CABACEIRAS PB

A inspeção da rede óptica municipal de Cabaceiras PB ocorreu em julho de 2017

Na foto acima, a equipe que trabalhou na inspeção final da rede óptica da cidade.

A cidade é pequena e muito charmosa. As casas são de uma época histórica da região e, por esse motivo, a localidade tem sido palco de dezenas de filmes.

Por isto mesmo, é orgulhosamente chamada de Roliúde do Nordeste.

 

Muita atenção no momento de adquirir caixas de emenda para cabos ópticos…

Desta feita, trago à baila um problema recorrente, observado nas inspeções finais de redes ópticas do projeto Cidades Digitais do MCTIC e em auditorias realizadas em redes ópticas do projeto RedeComep da RNP.

O alerta é endereçado para os responsáveis por compras das empresas que prestam serviços para a RNP e para o MCTIC e se refere a kits de emenda do tipo CEO-96, de fabricação Fibracem.

Para saídas de derivações das Caixas CEO 96, é necessário comprar, em separado, um DERIVADOR PARA CEO SVT (código FIBRACEM KIT.00008).

A causa principal do problema está numa falha de redação na instrução de montagem fornecida pela Fibracem. Mas, em boa parte, deve-se à falta de uma boa comunicação entre clientes e fabricante.

Quando o comprador não especifica o kit 0008 da Fibracem, as caixas são entregues com um tubo termocontrátil compatível com uso externo e de tamanho adequado para a mama oval (dotado de adesivo hotmelt), acompanhado por dois  e tubos termocontráteis, curtos e desprovidos de adesivo. Segundo a Fibracem, os dois tubos foram acrescentados aos kits de tempos para cá, para serem usados no interior da caixa caixa.

Pois bem, em todas as emendas inspecionadas numa determinada cidade (rede totalmente subterrânea), os tubos “indicados para uso interno” foram usados como elementos de vedação nas mamas cilíndricas das bases das caixas.

Estou certo que isto não foi feito devido à má fé de quem construiu a rede. Aconteceu por falta de treinamento, por falha na interpretação das instruções de uso e por falta de informação assertiva de parte do fabricante, no momento da venda.

O uso equivocado destes tubos vem causando consequências danosas às redes. Em auditoria técnica realizada recentemente numa rede da RNP (aérea), depois que esta entrou em operação há cinco anos, foram executadas três emendas de manutenção.  As três caixas foram abertas porque, nos testes realizados durante a auditoria, as fibras acusaram alta atenuação pontual. Nas três caixas, os tubos permitiram a entrada de água nas emendas.

Em caso de água, o tempo é implacável, quanto mais o tempo passa, maior é a atenuação no ponto

Na foto acima, o tubo de maior diâmetro é adequado para realizar e garantir uma boa vedação, mas, o tubo que aparece na parte de cima da foto não pode ser usado para vedação.

A instrução de uso é obscura e induz os artífices ao erro.

Contatado, o engenheiro Sebastião da Fibracem, colocou-se à disposição para resolver e sanar dúvidas sobre a aplicação dos produtos

TRECHO do Manual PP.00075 REV.02 :

…Neste kit seguem 02 tubos termocontráteis 24/8 x 100 mm que servem para USO INTERNO na caixa, da seguinte maneira:

# Opção 1:  Se o cliente quiser transportar as fibras da base da caixa de emenda (REGIÃO INTERNA) até a entrada da bandeja através dos tubos cânula (translúcidos), também fornecidos no kit, deve seguir a seguinte instrução do manual PP.00075 REV.02 Em anexo.

# Opção 2: O cliente pode optar em levar o próprio tubo loose do cabo até a bandeja (REGIÃO INTERNA). Neste caso, não usará os tubos cânula e os tubos termocontráteis 24/8 mm x 100 mm.

Se a opção escolhida for a 1, a montagem deve seguir o procedimento abaixo.

TRECHO do Manual PP.00075 REV.02

Após realizar a pré-montagem acima, posicione de forma centralizada o termocontrátil 24/8 x 100 mm cobrindo parte do cabo, tubo loose e parte da cânula. Aqueça com cuidado o termocontrátil. Este procedimento se faz necessário para garantir a transição entre o cabo e os tubos cânula (translúcidos).

Os KITS DE DERIVAÇÃO são vendidos separadamente conforme opcionais do manual da caixa de emenda PP.00075 REV.02

O tubo termocontrátil fornecido para derivação (USO EXTERNO) é o 33/8 x 150 mm, que possui diâmetro inicial e comprimento maiores, adequado à esta aplicação.

Os 02 tubos termocontráteis 24/8 x 100 mm, fornecidos na caixa de emenda SVT, são indicados SOMENTE PARA USO INTERNO.

A ficha técnica pode ser observada no site:

http://www.fibracem.com/wp-content/uploads/2016/01/derivador-para-ceo-svt-R05.pdf

Resumindo:

Para cada entrada cilíndrica é necessário comprar um DERIVADOR PARA CEO SVT, código FIBRACEM KIT.00008.