O QUE TENHO FEITO…

Comecei a trabalhar com redes externas de telecomunicações em 1969: projetar redes físicas de telecomunicações que atendam à demanda quando e onde ela surgir é uma atividade extremaente desafiadora.

Até duas décadas atrás, as redes eram predominantemente metálicas e os sinais por elas transmitidos eram analógicos. Além de caros e apresentar muitas limitações, cabos de pares simétricos de cobre eram muito pesados. Quando instalados em postes, podiam ter no máximo 200 pares. Com uma ocupação média de 60%, um cabo de 200 pares atendia a 120 assinantes.

Os cabos de fibras ópticas começaram a ser instalados no Brasil na década de 80. Foram usados inicialmente no entroncamento de centrais telefônicas, depois, passaram a ser aplicados em redes de distribuição.

Já faz mais de 20 anos que concessionárias e provedoras de banda larga deixaram de usar cabos de pares metálicos. As únicas excessões são os cabos internos das chamadas redes estruturadas

Comecei a trabalhar com cabos de fibras ópticas em 1982, no exato momento em que eles foram introduzidos no Brasil, quando gerenciava o Departamento de Redes do  CPqD.

Entre outras atividades, participei do projeto ECO-I, que resultou na na instalação de um cabo tronco óptico entre a estação telefônica de Irajá (pertencente à antiga Cetel) e uma estação telefônica da TELERJ, localizada na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

Permaneci no CPqD até outubro de 1988, ocasião em que me transferi para a iniciativa privada.

Trabalhei para indústrias e empresas de serviços até 1999. Naquele ano, em decorrência da abertura do mercado para a iniciativa privada, voltei a trabalhar para operadoras de telecomunicações (Nextel e Vésper).

No final de 2002, me aposentei e decidi continuar trabalhando como consultor. Já se passaram 24 anos e continuo na ativa. Meu cliente principal tem sido a RNP, para a qual  realizo serviços sob demanda: normatização, redação práticas de projeto, construção, aceitação, manutenção e outras. Oriento, supervisiono e fiscalizo obras e serviços, realizo atividades de auditoria técnica, oriento atividades de planejamento e projeto e dou treinamento.

Depois de realizar algumas auditorias técnicas para a RNP, conclui que a maioria dos problemas encontrados estavam associados a falta de treinamento, insuficiência gerencial de gestores e, principamente, desconhecimento de boas práticas por parte dos profissionais que estavam operando e mantendo as redes. Por este motivo, comecei a ministrar cursos, seminários e workshops para profissionais dos mais diversos níveis: de artífices a pessoal de nível superior.

Meus cursos são visam apenas o aperfeiçoamento profissional: são voltados para a motivação!  Apesar de recente em meu portfólio, este trabalho tem sido sido um dos mais gratificantes que já realizei.

Na Telepar, no início da década de 70, introduzi o conceito de redes de pares flexíveis que possibilitou à empresa aumentar de 60% para 80% a ocupação média de seus cabos. Também coordenei a introdução de materiais e acessórios associados a cabos com isolamento e capa de plástico, entre eles, caixas de emenda ventiladas e dutos de PVC.

Na Telesp, adotei novos conceitos de projeto e novos métodos de trabalho: control point analysis, roda de medir distâncias em substituição de trenas, manual de redes internas em prédios, entre outros.

Na Telebrás, coordenei a nível nacional, a introdução de cabos telefônicos com capa APL, caixas CEV, braçadeiras BAP, conceito de Engenharia Econômica em Redes, pressurização de cabos e outros.

No CPqD, nos anos 80, gerenciei projetos voltados ao desenvolvimento de plásticos e resinas, controle de corrosão, estudos de proteção elétrica, introdução de novos métodos de construção, caixas subterrâneas pré-moldadas, cabos soprados, projetos CAD/CAM, usinagem de peças de precisão, testes para certificação de produtos e componentes, suporte de informática, empacotamento de tecnologias e redação de pedidos de patentes.

Na qualidade de consultor, entre os anos de 2003 e 2008, trabalhei no Projeto Rede Giga do CPqD, rede óptica acadêmica com 960 Km de extensão, que interligava instituições de ensino e pesquisa da região sudeste do Brasil: Campinas e Petrópolis foram interligadas com fibras ópticas, passando por São Paulo, São José dos Campos, Cachoeira Paulista, Rio de Janeiro e Niterói e interligando com banda larga de 10 Gbps: CPqD, UNICAMP, PUCC, USP, INCOR,  MACKENZIE, LNLS, INPE, ITA, UFRJ, UFF, PUC Rio, IME, IMPA, LNCC e outras instituições.

Comecei a trabalhar para a RNP em 2005, onde tenho participado de atividades normativas e contribido no desenvolvimento e introdução de novas tecnologias. Aceitei obras e serviços, realizei auditorias técnicas em redes ópticas.

Durante 3 anos, coordenei a realização de 81 inspeções finais em redes ópticas construídas em todo o Brasil pelo projeto Cidades Digitais do Ministério das Comunicações..

TREINAMENTO

A partir de 2012, preparo e ministro cursos, palestras e workshops para profissionais de todos os níveis, que atuam em projeto, construção e operação de redes ópticas

Micro curvaturas

 

Micro curvaturas2Mesmo que o tensionamento excessivo não provoque a ruptura da fibra, seu estressamento pode causar o enrugamento da interface casca / núcleo, fenômeno conhecido como  micro curvatura, extremamente prejudicial à transmissão.

Micro curvaturas3

Tensões em excesso durante a instalação, ou tensões prolongadas ao longo da vida de uma fibra podem produzir micro curvaturas, que são fatais para a transmissão, notadamente em trechos longos

FISCALIZAÇÃO, ACEITAÇÃO e AUDITORIA

Atuo nesta atividade desde meus tempos de Vésper, na virada do milênio.

Meu principais clientes tem sido CPqD e RNP.

Acompanho obras e serviços.

Realizei cerca de 30 aceitações de redes ópticas para a RNP. Coordenei 19 auditorias em Redes Ópticas Comunitárias da RNP, pertencentes ao Projeto RedeComep.

A partir de junho de 2016 comecei a inspecionar e aceitar Redes Comunitárias implantadas pelo MCTIC, conhecidas como Cidades Digitais. Fui responsável pela inspeção e aceitação de redes em 81 cidades

CAIXA SUBTERRÂNEA CS-2

Tenho visto muita coisa errada em infraestrutura subterrânea para cabos ópticos. O caso mais comum é o uso de caixas quadradas, 40 cm x 40 cm, dotadas de tampas de concreto, adequadas para cabos elétricos, mas, inadequadas para cabos de telecomunicações.

Abaixo, estão as dimensões da caixa CS2, o tipo mais usado pela RNP:

Caixa CS2Uma caixa subterrânea típica para cabos ópticos possui as seguintes dimensões:

Comprimento 107 cm; Largura 52 cm; Profundidade 60 cm

As paredes podem ser de alvenaria de tijolos, de concreto, ou de outro material.

No fundo da caixa é importante que haja um dreno. Normalmente, um buraco circular com 100 cm de profundidade e 10 cm de diâmetro. esse buraco deve ser preenchido com brita número 2. Ao invés de laje, o fundo da caixa pode ser feito com uma camada de 10 cm de brita número 2.

As paredes devem ser equipadas com suportes para degraus.

Sobre as paredes deve ser fixado um chassis de aço, perfil “L” zincado a quente. O chassis deve receber uma tampa de aço fundido cinza com recartilhado anti-derrapante, tipo QC da Telebrás.

Nunca levar ao pé da letra a expressão “no pé do poste”:

Caixa de pé de poste Caixa construída no “pé do poste” precisa ficar a uma distância mínima de 100 cm do mesmo, para não abalar sua estabilidade e permitir que a curva rígida instalada sob o cano lateral complete seu curso e fique na horizontal. Esta caixa também deveria estar equipada com tampa de ferro fundido.