TORRES DE RÁDIO NOS MORROS DO RIO DE JANEIRO

Anos 80 – existiam antenas que irradiavam 100 KW de potência.
A energia nas proximidade das antenas era tão forte, que os moradores usavam lâmpadas fluorescentes nas casas. Em decorrência de um fenômeno físico, memo queimadas, permaneciam acessas o tempo todo.
O campo magnético gerado pelos transmissores ionizava os gases existentes nos tubos e as lâmpadas nem precisavam ser compradas, pois eram descartadas quando os filamentos de acendimento queimavam.
O gás ionizado emitia luz ultravioleta, que produzia luz normal ao energizar um camada de fósforo branco depositada na parede interna do tubo.
Apesar de ondas de rádio não afetarem o DNA como ocorre com o raio X, exposição prolongada a potências altas causa problemas de saúde: uma febrícula que acaba danificando tecidos de órgãos internos. Por exemplo, acelera o desenvolvimento de catarata.
Pessoas que moravam perto de antenas de alta potência apresentavam dor de cabeça crônica, distúrbio de sono, fadiga extrema, alterações no sistema nervoso, tonturas e irritabilidade.
A OMS coloca ondas de rádio de alta potência no campo 2B de risco (carcinogênicos para humanos) e o risco aumenta com a proximidade da fonte e com o tempo de exposição.
Ainda existem muitas antenas instaladas nos morros do Rio de Janeiro, mas o cenário mudou bastante desde após a virada do milênio: são em menor número e suas potências são menores.
As antenas atuais costumam transmitir rádio FM e TV e estão instaladas em morros como Sumaré, Mendanha e Cantagalo. As potências diminuíram em decorrência do avanço da tecnologia, do surgimento de novos padrões de cobertura e de restrições ambientais.
Mendanha na Zona Oeste é hoje um importante ponto para TV digital e meteorologia, pois abriga um super radar da prefeitura.
Morros do Cantagalo, Viúva e Outeiro são usados por antenas que pertencem a emissoras FM. Níveis de potência são baixos, nada na faixa de 30 a 100 KW.
As notícias de acidentes limitam-se a danos causados por ventanias nos morros.

COMO FIBRAS ÓPTICAS CHEGARAM ATÉ O PoP DA RNP EM MACAPÁ

Antes atendido apenas via rádio, em março de 2015 a operadora CompuService ativou um circuito de 100 Mbps entre Belém e Macapá.

Com essa obra, todos os pontos de presença da RNP passaram a ser atendidos através de fibras ópticas, garantindo internet de qualidade para as instituições de ensino e pesquisa localizadas na região Norte do Brasil.

A nova conexão beneficiou a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), a Universidade do Estado do Amapá (UEAP), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Ponto de Presença da RNP no Amapá (PoP-AP) passou a contar 100 Mbps por fibra e 150 Mbps por rádio.

A obra foi um passo importante em direção à “gigatização” da rede Ipê, que passou a atender todos os estados da União com múltiplos gigabits.

As fibras estão dentro de um cabo OPGW do Linhão de Tucuruí, que tem 1.800 km de extensão e é responsável por levar energia elétrica da hidrelétrica desde Tucuruí até Macapá, via Manaus.

O cabo cruza o rio Amazonas em Jurapari (PA), sustentado por torres de 300 metros de altura.